Ai Clarissa,
Sua provocação, de fato,
funcionou. Tanto é que estou aqui, madrugada adentro, pensando nesta rara
oportunidade de conversar com você diante dos olhos virtuais do mundo todo. Que
prazer! E logo sobre equilíbrio, imagine!?
Bem, acho que estamos de acordo,
pelo menos por enquanto. Não creio também em equilíbrio como condição humana.
Assim como você, estou mais inclinado a pensar que o equilíbrio se dá muito
raramente e, mesmo assim, sob circunstâncias muito específicas. Seria um oásis que,
vez ou outra, aparece. Mas sempre uma exceção, não uma regra, embora – claro –
o tema seja controverso.
Aliás, nem sei dizer se teríamos
evoluído, como seres humanos e como sociedade, se nossa espécie tivesse sido
equilibrada desde o princípio. É o que Piaget diz, por exemplo: desequilíbrio é
fundamental! Fundamental não só para a quebra da rotina como, sobretudo, para o
desenvolvimento cognitivo (que – me parece – só funciona a partir de situações
desestabilizadoras).
Engraçado: não lhe parece curiosa
essa relação entre desequilíbrio e evolução?
Bem, acho que teremos de trazer o
Darwin para a conversa.
Um beijo evolutivo para você!
G.
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