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quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Reféns de tudo isso?

Pois é, minha querida! Acho que você tem total razão ao dizer que a vida é uma guerra. Mas é uma guerra para quem? Para nosso corpo finito e, portanto, dependente dos recursos físicos e orgânicos que advêm da natureza (e das incertezas que chegam com o tempo)? Ou uma guerra instalada em nossa mente, a partir da qual tudo e todos podem virar aliados ou inimigos?

Ah, nesses momentos, sempre me vem à mente o estereótipo da “vaquinha no pasto”. É verdade que a vida na floresta está longe de ser tranquila. Há sempre algum perigo à espreita ou, pior ainda, alguém querendo comer você (e isso todos nós sabemos que é terrível, mesmo na cidade). O caso é que, para a vaca, parece simplesmente não ter a menor importância se a grama está verdinha ou não. Ela continua ali, pastando, como se nada ocorresse. É certo, também, que ela fica mais gordinha ou mais magrinha a depender desse ambiente natural (eventualmente, pode até morrer de fome). Isso, no entanto, não constitui um problema filosófico-prático que tire a vaquinha do sério. Ela talvez seja um ser mais equilibrado que nós. Aceita com mais naturalidade os desdobramentos da teoria do senhor Charles Darwin. E pronto.

Não sei se me faço entender, mas – a meu ver – somos os únicos desequilibrados deste planeta (ou, talvez, os mais desequilibrados). E, claro, acho mesmo que a Terra seria muito chata sem a gente aqui para bagunçar tudo.

Mas deixo você com uma pergunta: será que somos reféns dessa nossa liberdade?

Um beijo diretamente do pasto...
G.   

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