Pois é, minha querida! Acho que
você tem total razão ao dizer que a vida é uma guerra. Mas é uma guerra para
quem? Para nosso corpo finito e, portanto, dependente dos recursos físicos e
orgânicos que advêm da natureza (e das incertezas que chegam com o tempo)? Ou
uma guerra instalada em nossa mente, a partir da qual tudo e todos podem virar
aliados ou inimigos?
Ah, nesses momentos, sempre me
vem à mente o estereótipo da “vaquinha no pasto”. É verdade que a vida na
floresta está longe de ser tranquila. Há sempre algum perigo à espreita ou,
pior ainda, alguém querendo comer você (e isso todos nós sabemos que é terrível,
mesmo na cidade). O caso é que, para a vaca, parece simplesmente não ter a
menor importância se a grama está verdinha ou não. Ela continua ali, pastando,
como se nada ocorresse. É certo, também, que ela fica mais gordinha ou mais
magrinha a depender desse ambiente natural (eventualmente, pode até morrer de
fome). Isso, no entanto, não constitui um problema filosófico-prático que tire
a vaquinha do sério. Ela talvez seja um ser mais equilibrado que nós. Aceita
com mais naturalidade os desdobramentos da teoria do senhor Charles Darwin. E
pronto.
Não sei se me faço entender, mas –
a meu ver – somos os únicos desequilibrados deste planeta (ou, talvez, os mais
desequilibrados). E, claro, acho mesmo que a Terra seria muito chata sem a
gente aqui para bagunçar tudo.
Mas deixo você com uma pergunta:
será que somos reféns dessa nossa liberdade?
Um beijo diretamente do pasto...
G.
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